Postado em out 30, 2009 em Blog Livre Mente, Mente e Corpo | 0 comentários

Tradicionalmente a obesidade não é classificada como um transtorno psiquiátrico

e sim como um distúrbio a ser tratado pela clínica médica, mais especificamente pela Endocrinologia. Porém, tanto nas suas causas quanto nas suas consequências, pode ser necessária a intervenção do Psiquiatra e do Psicólogo.

Define-se que uma pessoa está obesa quando seu índice de massa corporal – IMC está acima de 30 e o IMC é calculado como a divisão do peso corporal (Kg) pela altura ao quadrado (m2), ou, se seu peso estiver 20 % acima do limite superior nas curvas peso-altura. Assim, se uma pessoa mede 1,70 m e pesa 90 Kg, seu IMC = 90 / (1,70 m  x 1,70 m) = 31,14. Portanto, será considerado obeso.

As principais complicações da obesidade são físicas: cansaço físico e desânimo; sobrecarga e desgaste prematuro das articulações (podendo levar a artroses); lombalgias; insuficiência cardíaca congestiva; apnéia do sono; hipertensão arterial sistêmica; diabete melito, entre outros, comprometendo a qualidade e diminuindo a expectativa de vida do indivíduo. Mas também podem ocorrer consequências psíquicas ruins.

Do ponto de vista psíquico, devemos analisar os comportamentos alimentares

desequilibrados e os trantornos emocionais advindos da obesidade. Há pessoas que comem compulsivamente quando submetidas a situações de estresse ou são “naturalmente” ansiosas e comem para diminuir a ansiedade, dando preferência aos carboidratos, que são alimentos ricos em calorias. Além disso, ao engordar, muitas pessoas passam a sofrer discriminação e podem apresentar transtornos do humor, com baixa da auto-estima e sintomas depressivos. Nesses casos, a avaliação psíquica será de grande valia e poderá indicar a necessidade de intervenção com psicofármacos e alguma forma de psicoterapia.

A acupuntura, também dependendo de uma avaliação criteriosa por profissional habilitado, poderá ajudar no tratamento, especialmente para auxiliar na redução da ansiedade patológica.

Como a obesidade é um transtorno complexo, com a interação de fatores genéticos, endocrinológicos, digestivos, metabólicos, ambientais e comportamentais, o tratamento mais efetivo envolverá uma equipe multiprofissional: endocrinologista, gastroenterologista, psiquiatra, acupunturista, psicólogo, nutricionista, educador físico. Assim, uma avaliação muito criteriosa  e individualizada é fundamental para que se defina a melhor estratégia a ser adotada. Uma boa abordagem para determinado paciente pode não ser a melhor para outro.

O foco central do tratamento sempre será a modificação comportamental,

com adoção de novos hábitos alimentares (dieta nutritiva e menos calórica) e exercícios físicos regulares, visando o bem estar físico e emocional do paciente.