Postado em nov 23, 2009 em Blog Livre Mente, Neurociências | 0 comentários

Novo microchip

O Instituto de Microeletrônica – IMEC, localizado na Bélgica, recentemente divulgou a criação, por seus engenheiros, de um microchip contendo estruturas microscópicas bem menores que os neurônios. Estas estruturas são microeletrodos de metal revestido por uma camada isolante, mantendo uma ponta metálica condutora. A parte superior do microchip é mantida isolada da inferior e contém uma solução de nutrientes orgânicos para alimentar neurônios (ou outras células geradoras de sinais elétricos) que se conectam aos eletrodos (micropilares), mantendo-as vivas. A porção inferior do microchip se conecta com o circuito eletrônico convencional de controle.

Utilidade prática

Essas conexões entre células vivas e circuitos eletrônicos poderão ser utilizadas em circuitos de controle que auxiliarão pacientes cujas funções biológicas estejam prejudicadas. Por exemplo: pacientes com Doença de Parkinson ou Doença de Alzheimer, portadores de Insuficiência Cardíaca, paraplégicos ou tetraplégicos, etc.. Na outra direção, poderiam servir para controlar próteses robóticas, nas quais a inteligência ficaria no próprio cérebro do paciente.

Esta notícia nos traz mais esperança de, em futuro próximo, dispormos de tecnologia eficiente para crias dispositivos para melhorar a qualidade de vida de pacientes com necessidades especiais.

Situação Brasileira

O Brasil está pelo menos uns vinte anos atrasado quanto ao desenvolvimento de tecnologia microeletrônica própria. Em 2007, tivemos um déficit comercial de US$11,45 bi (onze bilhões e quatrocentos milhões de dólares).  O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior tem a meta de implantar 2 empresas de fabricação de Circuitos Integrados. Além disso, com a implantação dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia – INCT e a participação de Universidades, podemos ter a esperança de diminuirmos esta defasagem tecnológica.